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O tapa

(poesia dedicada a Talison Vardiero)

Projeto “Escrito pra você

Urgência premente
Traz, então, necessidade
De agir, fielmente,
Dentro da nossa verdade.

Do suave despertar
Às fugas: incompreensão.
Doce e tenro sussurrar,
Invocando exatidão.

Tantas voltas num percurso,
Tantas noites, um clarão.
Aqui não há mais discurso:
Só há fatos em questão.

Nunca é próprio um momento,
Pra que se possa falar
Sobre todo o sentimento
Que vem desde o despertar.

Quando nada era sabido,
Mas já era tudo claro,
Coração, tão escondido,
Batia intenso, mas raro.

Um provocador inato,
Do inferno ao paraíso
Leva o bobo, de gaiato,
Somente com um sorriso.

Se sorriso não humilha,
Machucar ele consegue.
Rir também é armadilha
Que a solidão persegue.

Mas não há um só caminho
Que não seja aprendizado:
Despertou ali, sozinho,
Sem viv’alma do seu lado.

Deu-se conta, num momento,
De que ele se bastava:
Pro autoconhecimento,
De nada mais precisava.

Veio tapa, e veio forte,
Veio certo e sem aviso.
Mas veio mostrar o norte,
Norte que era preciso.

Pois até em tão, sem norte,
Sentia-se tão perdido.
Encontrar-se afasta a morte,
Dando à vida mais sentido.

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Dueto

(Poesia dedicada a Felipe Marquezelli)

Projeto escrito pra você.

Átomos que expodem,
Livres pensamentos:
Vão e incomodem,
Ares de tormentos.
Riscos que implodem
Onde há sofrimentos.

Façam como podem,
Entrem nos momentos.
Livrem os que se fodem,
Inertes de talentos:
Peçam que eles rodem
Em meio aos nossos ventos.

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Memórias de magia

(poesia dedicada a Martha Lohse).

Projeto escrito pra você.

Muitos anos se passaram
Desde aquela sexta-feira
Em que os dois se encontraram:
A bruxa e o caveira.

Na escola de magia,
Eram sempre aqueles dois
Quando tudo acontecia
E não ficava pra depois.

Foram tantos personagens,
Tanta história ali vivida,
Que evocaram as imagens
Como ponto de partida.

Ela não era criança,
Não se achava, pelo menos.
No seu rosto, a lembrança
De camisas – as de vênus.

Ele achava esquisito,
Não acreditava mais,
Mas, ao soar o apito,
No rosto tinha animais.

Se a pedida era um bom rock
Dos que todo mundo gosta,
Decidiram, com um toque,
Firmar juntos uma aposta.

Cantariam, em dueto,
Como na adolescência.
Ou em trio. Ou em quarteto.
Despertaram consciência

De que corpo não tem nexo,
Nem a voz e o coração.
Como um só, ele é complexo,
Pensamento e sensação.

Acabou tudo assim,
Na mais plena comunhão,
Dos que podem dizer sim,
Mas que sabem dizer não.

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Cicatriz

(poesia dedicada a Bernardo Leal)
Projeto escrito pra você.

Qual é a chave?, quer saber
O menino com seu pato,
Para não enlouquecer,
Ir para o próximo ato.

Qual é a chave que detém
Todas as informações?
Que o levarão além,
Transformando as intenções.

Qual é a chave mais precisa?
A que melhor se encaixa…
Grasna, de forma indecisa,
Pato de cabeça baixa.

Chave clara ou chave escura?
Pequenina ou gigantesca?
A que abre a fechadura
É singela ou é grotesca?

Sem resposta, o sofrimento
De que não tem mais lugar.
Mas bem naquele momento
Ocorreu o despertar.

Pato esperto, inteligente,
Projetou a fantasia:
De uma forma diferente,
A porta se abriria.

Bateu asas, voo curto,
Num rasante já sumiu.
O menino entrou em surto:
“Fiquei só!”, já concluiu.

De repente, um sopro intenso.
Porta aberta: era um fato.
O menino, todo tenso,
Procurava pelo pato.

Se deu conta, em um instante,
De que pato não havia.
Uma dor, já tão distante,
Latejava em companhia.

Se a ferida, ainda aberta,
Não deixava ser feliz.
O pato, sempre em alerta,
Transformou-se em cicatriz.

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Afetos-estações

(poesia dedicada a Gabriela David)

Projeto escrito pra você.

Na casinha de madeira batem forte os corações.
Sentimento de acolhida que desperta sensações.
Universo pequenino dos afetos-estações:
Dos invernos congelados aos vulcânicos verões.

Os afetos-primaveras são gentis e perfumados,
De sorrisos fascinantes: fortes, porém delicados.
Dos abraços mais sinceros e também mais precisados,
Dos momentos de silêncio revelando os bons pecados.

Os mais quentes dos afetos são perigosos também.
Chegam fortes, suntuosos, invadindo onde convém.
São potências criativas: levam tudo mais além.
É dos afetos-verões que os bons orgasmos vêm.

Na casinha de madeira também tem melancolia,
De introspecção serena ou de intensa ventania.
Solidões conectadas a qualquer hora do dia.
Para os afetos-outonos é daí que vem magia.

E se os afetos-invernos podem ser alucinantes
Por serem tão poderosos, paralisando os instantes,
Respirar é necessário, como nunca feito antes:
Inspirando os ares frios, porém tão reconfortantes.

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Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 2 – Ato 4

Chegando agora? Sugiro que leia os posts anteriores:

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Para começar…

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 1

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 2

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 2 – Ato 3

Agora sim, pode continuar… Só para lembrar, esse texto contém spoilers. 😉


Chegamos ao último ato. Tudo começa na sala de reuniões do Ministério da Magia, onde a ministra Hermione (Noma Dumezweni), do alto das famosas escadas, vai informar a verdade sobre a filha de Voldemort à comunidade bruxa. Com a revolta de McGonagall (Sandy McDade) sobre a ainda existência do vira-tempo, é bonito ver Harry (Jamie Parker), Gina (Poppy Miller), Rony (Paul Thornley) – incluindo sua pitada de humor à cena – e até Draco (James Howard) se unindo à ministra para assumirem, juntos, a responsabilidade pelo ocorrido.

Alvo (Sam Clemmett) e Escórpio (Anthony Boyle) estão, junto com Delfi (Esther Smith), presos no tempo, em 1981. Os meninos estão tentando descobrir uma forma de parar a garota. Quando finalmente descobrem onde estão e deduzem os planos de Delfi, eles vão a Godric’s Hollow. O vilarejo é representado em cena por cerca de cinco grandes portas dispostas lado a lado, que são as casas onde moram os pais de Harry e Batilda Bagshot (não creditada), além de uma janela no fundo do palco, que representa a igreja de St Jerome. Muito legal quando Batilda passa pelos garotos e Escórpio se dá conta de que estava diante de uma das maiores historiadoras bruxas. “Meu lado geek está pirando”, ele diz hahaha. Lílian (Annabel Baldwin) também passa por eles, com o bebê Harry em um carrinho, embalado pela manta que Alvo irá ganhar no futuro. No texto, Escórpio diz a Alvo que eles não podem ser vistos por Lílian, mas a peça ignora esse aviso e Alvo dá um inadvertido “Oi” à sua avó, que não irá ter nenhum impacto no futuro.

Harry, então, tem uma DR um pouco mais longa e inoportuna do que o necessário com o quadro de Dumbledore (Barry McCarthy), que continua enigmático mesmo depois de morto e enquadrado haha. Em seguida, uma nova DR com Draco até que este confessa que está de posse de um vira-tempo clandestino,  capaz de levá-los até seus filhos, que ele havia escondido até aquele momento porque a existência do vira-tempo poderia alimentar ainda mais os boatos de que Escórpio era o filho de Voldemort. O único problema é que eles não sabiam onde e em que período estavam os garotos.

Alvo e Escórpio, no passado, tentam uma alternativa para consertar de vez as coisas. Acho particularmente estranho Escórpio resistindo firmemente à possibilidade de contatarem alguém do passado, como Dumbledore, exatamente como ele fizera com Snape (Paul Bentall) quando se viu sozinho na outra realidade. “Consegui pedir ajuda porque eu estava numa realidade alternativa. Nós não estamos. Estamos no passado”, ele argumenta. Mas num universo em que a possibilidade de viajar no tempo é real, existe uma realidade real e outras realidades paralelas? Todas as realidades não seriam um campo de possibilidades e, portanto, realidades paralelas? Eu e meus problemas com viagem no tempo… Mas divago haha.

Entre as ideias maravilhosas dos garotos, como por exemplo esperar quarenta anos e entregar a mensagem pessoalmente aos seus pais, no futuro (AMO essa ideia hahaha), eles finalmente têm a sacada mais genial de suas vidas: o pó de pérola, ingrediente da poção de amor, reage com tinta de seminviso, que é invisível a olho nu. Então se eles escreverem uma mensagem com tinta de seminviso na manta de Lílian, ela irá reagir com a poção do amor que foi derrubada na manta por Alvo quarenta anos no futuro, quando ele briga com seu pai ao ganhar a coberta.

Aí, uma cena genial. No futuro, Harry procura pela manta de Lílian, como sempre faz no Halloween. Ele está com Gina. Os dois começam a perceber que a manta está com uma espécie de mensagem. Então, entram em cena, Alvo e Escórpio. Passado e presente estão dialogando bem na nossa frente: enquanto os garotos estão escrevendo a mensagem, no passado, Harry e Gina a estão decifrando, no futuro. Todos sobre a cama de Alvo, numa coreografia cênica impressionante e genial.

Os adultos vão, então, ao encontro da dupla perdida no passado. Ao se encontrarem, todos se emocionam e se abraçam, o que rende uma ótima cena de constrangimento de Escórpio querendo abraçar seu pai, o que percebemos que eles não costumam fazer, mas Draco consente. Eles decidem ir para a Igreja de St Jerome esperar por Delfi. Na igreja, Gina aconselha Harry sobre sua relação com Alvo, enquanto o grupo decide transfigurar Harry em Voldemort (Paul Bentall) para atrair Delfi como isca. A transfiguração também é impressionante, como o efeito da poção polissuco do primeiro ato. O plano funciona, e logo Delfi entra em cena. A garota conta toda sua história (que é quando nós, o público, ficamos sabendo que ela é filha do lorde das trevas com Belatriz Lestrange – AI meu coração). Ela fala ofidioglossia e voa facilmente sobre o palco para provar ao “pai” suas habilidades. Obviamente, o vôo de Delfi é espetacular, não dá pra ver nenhuma estrutura presa à atriz, parece que ela está realmente voando.

Quando Delfi percebe a farsa, começa a sequência da batalha entre ela e Harry, já em sua verdadeira forma. Mais feitiços e partituras corporais que criam uma partitura cênica perfeita. Alvo liberta todos, que haviam sido presos por Delfi na igreja, para que, juntos, possam derrotar a poderosa filha de Voldemort. Quando ela é finalmente sobrepujada, após ser atacada por todos ao mesmo tempo, Hermione a amarra. Ela pede para ser assassinada e Harry diz não poder atender ao pedido, mostrando mais uma vez de que não vale a pena igualar-se aos bruxos das trevas. Quando o verdadeiro Voldemort se aproxima, eles levitam a garota para fora do palco, fazendo-a voar por muitos metros (lembremos que o pé direito do teatro é realmente enorme).

Voldemort passa pelo palco e anda no meio da plateia, ali, pertinho da gente, rumo à casa dos Potter. Ele dá medo mesmo haha. Então, numa cena fortíssima, embora não seja vista diretamente por nós, Harry assiste Voldemort matar seus pais. Como na cena da tarefa do dragão, os personagens se dispõem no proscênio, olhando para o horizonte, e acompanhamos o assassinato dos Potter pelos diálogos em off de Lílian e Voldemort e pelas reações dos atores em cena. Ao contrário da cena do Torneio, que me frustrou um pouco, nessa cena a utilização do recurso funcionou perfeitamente. Sentir a morte de Lílian se aproximando, ouvir seus gritos e o silêncio que se segue é de arrepiar qualquer um que esteja acompanhando.

Depois do impacto, vemos Hagrid (Chris Jarman) buscar o bebê Harry após o assassinato de seus pais. Alvo e Escórpio voltam para a rotina, e vemos que infelizmente Escórpio convidou Rosa (Cherrelle Skeete) para sair e a menina aceitou, acabando com a felicidade dos fãs #Scorbus. Finalmente, temos uma última cena entre Harry e Alvo, que marca o entendimento definitivo entre pai e filho, após Harry mostrar a Alvo como os dois são parecidos – muito mais do que Harry se parece com Tiago Sirius (Jack North). Destaque para Harry revelando que tem medo de pombos haha. Harry leva, então, Alvo ao túmulo de Cedrico (Jack North) e diz que ir até lá o faz bem, aconselhando o filho a fazer o mesmo e ir visitar ocasionalmente o túmulo de Craig (Jeremy Ang Jones). O garoto consente e os dois finalizam reparando em como o dia está bonito.

FIM.

Os atores entram em cena para os efusivos aplausos. Me chamou muita atenção o fato de que Annabel Baldwin entrou caracterizada de Murta Que Geme para os agradecimentos – a cena da atriz como Murta ocorreu no dia anterior, não houve nenhuma cena da Murta no segundo dia de espetáculo, e, mesmo assim, ela se caracterizou completamente, apenas para agradecer o público.

E infelizmente as cortinas fecharam.

Espero que tenham gostado dos reviews, deram um bocado de trabalho! haha. Ressalto aqui que as fotos não são de minha autoria – é proibido fotografar durante o espetáculo. Todas foram encontradas em pesquisas realizadas na internet.

 

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Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 2 – Ato 3

Chegando agora? Sugiro que leia os posts anteriores:

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Para começar…

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 1

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 2

Agora sim, pode continuar… Só para lembrar, esse texto contém spoilers. 😉


Chegamos para assistir à segunda parte do espetáculo, e qual não foi nossa surpresa quando simplesmente a decoração interna do Palace Theatre estava mudada! As bandeiras da Hogwarts de Voldemort estavam pelos salões e, é claro, no palco. Era Dia de Voldemort! Aliás, preciso comentar o quanto achei inteligente – e, aqui, o mérito é do texto da peça também – finalizar a primeira parte com a cena no lago. Assim, é claro, dá tempo de secar toda a água que encharca o palco entre uma parte e outra.

Começamos na sala de Umbridge (Helena Lymbery), onde a agora diretora questiona Escórpio (Anthony Boyle) sobre sua mudança de comportamento. Uma das coisas divertidas dessa volta no tempo é Escórpio se dando conta da nova pessoa que é. Ele agora é atlético, não gosta de deveres de casa e tem seguidores por toda a escola: o supergeek agora é popular, chamado de Rei Escorpião pelos colegas. Boyle valoriza demais essas descobertas com sua interpretação, divertindo-se e divertindo-nos com cada novidade, apesar do clima tenso.

Existe, nesse período, um cumprimento característico, a la Heil Hitler, que todos repetem com um movimento bem coreografado que Escórpio custa a aprender: “Por Voldemort e Valor”. Se, por um lado, Escórpio descobre coisas divertidas, por outro descobre que há trouxas gritando presos nas masmorras de Hogwarts, e que aquilo tinha sido ideia sua. O efeito sonoro dos gritos é bem real, inclusive. Depois, uma cena emocionante entre Escórpio e seu pai, Draco (James Howard), em que o menino fica assustado com o que seu pai se tornou, mas conseguimos, através do resgate da memória da mãe de Escórpio, ver que ainda há luz nesse Draco sombrio.

Escórpio vai, então, à biblioteca, onde um aluno, Craig Bowker Jr (Jeremy Ang Jones), diz que ainda não conseguiu fazer os deveres para ele porque Snape (Paul Bentall) havia pegado pesado com os trabalhos. A menção do nome do professor faz Escórpio ter uma ideia que o leva diretamente à sala de aula de Poções. Ali está Snape, de costas para o público, escrevendo em seu quadro-negro até questionar, com a conhecida altivez do personagem, porque Escórpio havia entrado ali sem bater à porta. Nesse universo paralelo, em que Voldemort (curiosamente também interpretado por Paul Bentall) venceu a guerra de Hogwarts, Snape nunca morreu. Eu estava ansiosíssimo para ver meu personagem preferido da série retornar, mesmo que por alguns instantes. E Bentall está muito bem no papel, apesar do enorme desafio de “substituir” Alan Rickman.

Depois da polêmica famosa discussão em que Escórpio convence Snape de que veio do futuro, o professor o leva para encontrar Hermione (Noma Dumezweni) e Rony (Paul Thornley). O roteiro da peça diz que o professor deveria abrir um alçapão para fazer isso, mas o que vemos no palco é bem mais legal. Snape faz um contorno com a varinha no quadro-negro. Este contorno se ilumina e revela uma passagem secreta, por onde os personagens entram. Na sala de campanha, Hermione e Rony revelam são os únicos membros restantes da Armada de Dumbledore, e que eles agora vivem escondidos. Novamente, eles se surpreendem divertidamente quando descobrem que, no universo paralelo, são casados. Snape continua o mesmo: implica com Hermione, dizendo que ela era uma aluna de medíocre a razoável e, ao deduzir que está morto nessa realidade alternativa, se dispõe a se sacrificar (novamente) pelo mundo bruxo, é muito amor de ver em cena. “Às vezes os custos existem para serem suportados”, ele diz. ❤

O trio e Escórpio voltam no tempo para consertar o erro da primeira tarefa do Torneio Tribruxo e, ao retornarem, acabam ficando expostos demais. Dementadores ressurgem sobrevoando o palco. Rony e Hermione decidem se entregar aos dementadores para darem mais tempo a Escórpio e Snape. Antes disso, eles falam brevemente sobre o futuro alternativo, em que têm filhos, e se beijam. Os dementadores vão ao encontro deles. A cena é impressionante. Um dementador de cada lado do palco envolve cada personagem num abraço e sobrevoa o palco com sua vítima. Rony e Hermione, percebam, saem voando nos braços de dois dementadores. Um efeito de luz e som intenso, bem como a movimentação dos dementadores, nos faz perceber que o beijo do dementador aconteceu. As criaturas suspendem-se para fora do palco, por cima. Hermione e Rony desapareceram.

Snape e Escórpio, então, enfrentam os dementadores. Snape sugere que Escórpio pense em quem como sua memória mais feliz para produzir um patrono? Em quem? Ora bolas, em Alvo (Sam Clemmett), é claro! Haha. Brincadeirinha à parte, os dois dão de cara com Umbridge e Snape não tem saída se não se entregar aos dementadores, dando uma última chance a Escórpio. O dementador vai dar o beijo em Snape. Com ele, a cena é um pouco distinta. O dementador não sobrevoa com sua vítima, mas o subjuga no chão, dando o beijo, com o mesmo efeito sonoro e luminoso visto antes. Depois ele sobrevoa para fora do palco. Snape sumiu. Possivelmente, deixou o palco através de um alçapão. Mas o efeito do beijo do dementador não foi menos impressionante.

Escórpio ressurge, então, do tanque que representa o grande lago. Logo atrás dele, Alvo. O amigo voltou a existir. Boyle novamente nos brinda com uma grande e muito divertida interpretação, ao comemorar que o plano original dos garotos deu errado, sem que Alvo entenda nada. A seguir, o encontro dos pais com os filhos na sala de McGonagall (Sandy McDade), antes de Alvo e Harry (Jamie Parker) terem uma conversa bonita no dormitório da Sonserina, começando a reaproximação entre pai e filho. Algumas cenas depois, Delfi (Esther Smith) encontra os meninos para, teoricamente, destruir o vira-tempo.

O figurino de Delfi, bem como a nova interpretação de Smith, já mostram a mudança da personagem, com o figurino inclusive incorporando uma enorme abertura traseira para que possamos ver a tatuagem de Agoureiro que, posteriormente, será essencial para o desfecho, revelando a verdadeira identidade da garota. Bom, Delfi se volta contra os meninos e usa magia (na nossa frente, de novo) para prender os braços de Alvo e Escórpio com cordas mágicas, que aparecem do nada. Enquanto Delfi se revela a filha de Voldemort (Sim. Não falaremos sobre isto. Hahaha. Ela é filha dele com Belatriz, aceitemos. Ou não. Mas enfim…), Rony revela que havia visto Alvo com a sobrinha de Amos Diggory (Barry McCarthy) e os adultos vão atrás das crianças novamente, quando Amos revela a Harry e Draco que nunca teve uma sobrinha.

Delfi leva os meninos para o campo de quadribol a fim de retornar à terceira tarefa do Torneio Tribruxo, quando vemos, pela primeira vez na peça, as maldições imperdoáveis serem utilizadas. Delfi tortura Escórpio com a maldição Crucio, sem muitos efeitos visuais – a tortura é representada corporalmente por Boyle. Quando o jovem aluno Craig Bowker Jr aparece procurando Alvo e Escórpio, Delfi lança, sem piedade, um Avada Kedavra no garoto, e uma chama verde sai de sua varinha na direção dele, que cai, morto. Impactante.

Vamos, então, para o labirinto. É um labirinto real, uma grande estrutura cênica sobre um palco giratório, o que fica genial, porque os atores vão se perdendo e se encontrando à medida que o palco gira e o labirinto se movimenta, dando mesmo a sensação de movimentação por entre os blocos de paredes. Alvo e Escórpio convencem Cedrico (Jack North) a libertá-los das cordas como parte da tarefa, porque eles não têm mais varinhas (Delfi as quebrou). Após alguns embates, Delfi e os meninos voltam novamente no tempo. Delfi quebra o vira-tempo com uma magia e abandona os meninos.

Na cena final, Harry, Rony, Draco e Gina (Poppy Miller) tentam descobrir o que está havendo, até que percebem estar diante de uma profecia. Quando Harry, através de ofidioglossia, libera a profecia, todas as paredes do teatro (sim!) se enchem de mensagens escritas em luz fluorescente. Você é pego de surpresa, de repente o teatro está todo iluminado com mensagens mágicas. É lindo! Eles leem a profecia. Agora todos sabem que Voldemort, de fato, teve uma filha. Hora do intervalo. O desfecho final está chegando!

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