Arquivo da categoria: Monólogos de um ator desesperado

A nossa cruz

Anton Tchékhov

Mais uma vez, estou aqui para divagar com os monólogos de um ator desesperado. Hoje vou propor uma metarreflexão da arte teatral através de uma personagem muito interessante do autor russo Anton Tchékhov.

Vem comigo?

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Vocação

"Tartuffo, o impostor", de Molière, foi a última peça apresentada por Álvaro no ano passado

Hoje vou postar duas seções de uma vez, e, assim, fico em dia com o blog… A primeira dela continua com os monólogos de um ator desesperado. A partir de agora, que eu voltei a ser um menino teatral, vou contar aqui um pouco das minhas experiências durante a semana… Uma espécie de diário do ator, mesmo.

Me acompanham?

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A sós

Monólogos de um ator desesperado com texto de autor local! A história de hoje conta um pouco sobre mim, sobre você e sobre todos nós ao mesmo tempo. A personagem não é palpável, é uma abstração daquelas que nos abalam pra valer. Ninguém quer se aventurar a enfrentá-la, mas, invariavelmente, a conhecemos muito bem. Ela já nos atingiu.

Ficou curioso? Clique aqui e descubra quem ela é.

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Inveja mata

William Shakespeare

Os monólogos de um ator desesperado de hoje vão ser sobre um autor bastante badaladinho na cena teatral: Shakespeare. Mas não esperem que eu faça um post apaixonado sobre o romance de Romeu e Julieta. Falarei sobre minha personagem preferida, de toda a dramaturgia que já tive oportunidade de apreciar. Falemos então sobre profissionalismo, inveja e traição.

Ficou curioso? Clique aqui para ler mais.

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Hoje tem palhaçada?

Para inaugurar a segunda seção deste blog, que vou chamar de “Monólogos de um ator desesperado“, vou propor uma reflexão: como é possível estarem tão perto a alegria e a tristeza? Nesta seção, vou tentar linkar obras e/ou personagens de peças teatrais com acontecimentos do cotidiano, tentando explorar minha veia artística. Se não der certo, me avisem!

Cenário: Picadeiro do circo

Inspiração: Riso Risada – “A Formosa Menina que salvou o circo”, de José Luiz Ribeiro. Um palhaço sem graça que, com a ajuda da protagonista, redescobre o segredo de fazer rir e encantar seu público.

A personagem entra em cena com a dificílima missão de fazer rir. Nos ensinam, nas aulas de teatro, que, geração após geração, as pessoas sempre riem das mesmas coisas. Mas espera aí! Estamos lidando com pessoas, e não com a massa amorfa e homogênea de Herbert Blumer.*

Partindo deste princípio, é necessário fazer rir toda a plateia que inunda o picadeiro. Homens, mulheres e crianças, vindos de realidades diferentes, com sofrimentos peculiares e que se identificarão – e acharão graça – de atitudes distintas entre as estripulias realizadas.

Álvaro Dyogo viveu o palhaço Riso Risada na peça "A Formosa menina que salvou o circo", de José Luiz Ribeiro

Consciente da importância e da dificuldade de seu papel, o palhaço entra confiante. Demonstra seu poder de comunicação, seu jogo de cintura, seu tato para lidar com diversos públicos diferentes. Torna o ambiente mais ameno e mais alegre. Parece até que estou descrevendo um grande empreendedor, mas é apenas um palhaço.

Ao final da apresentação, o riso é geral. O palhaço cumpriu seu papel. Os homens e mulheres se aliviaram, não estão mais estressados com o dia corrido que tiveram, estão revigorados. Isso sem falar nas crianças, com aquele brilho que é só delas no olhar.

É, então, chegada a hora em que o palhaço vira o chapéu, para receber a gratificação pelo trabalho bem executado. Alguns poucos se compadecem e deixam alguns trocados. A grande maioria ignora, vai embora se esquecendo de quão bem lhe fez a apresentação. Fazer rir, afinal, não é difícil como decorar as leis, construir casas. É até fácil demais.

Nessas horas, me pergunto como ainda existem pessoas capazes do gesto tão humano de levar alegria às outras, como os palhaços que foram devolver a infância às crianças do Haiti, ou mesmo a ONG juizforana Médicos do Barulho, que realiza um trabalho belíssimo nos hospitais, que eu pude acompanhar de perto e sentir como o clima fica diferente com a presença deles.

Fica o questionamento: será que estamos valorizando devidamente os nossos artistas? Arte não é fácil.

*Herbert Blumer escreveu um artigo chamado “A massa, o público e a opinião pública“, no qual descreve o comportamento similar da massa diante do conteúdo recebido. teoriadacomunicaçãoserviupraalgumacoisa.

Por ora fica assim!

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