Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 2 – Ato 4

Chegando agora? Sugiro que leia os posts anteriores:

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Para começar…

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 1

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 2

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 2 – Ato 3

Agora sim, pode continuar… Só para lembrar, esse texto contém spoilers. 😉


Chegamos ao último ato. Tudo começa na sala de reuniões do Ministério da Magia, onde a ministra Hermione (Noma Dumezweni), do alto das famosas escadas, vai informar a verdade sobre a filha de Voldemort à comunidade bruxa. Com a revolta de McGonagall (Sandy McDade) sobre a ainda existência do vira-tempo, é bonito ver Harry (Jamie Parker), Gina (Poppy Miller), Rony (Paul Thornley) – incluindo sua pitada de humor à cena – e até Draco (James Howard) se unindo à ministra para assumirem, juntos, a responsabilidade pelo ocorrido.

Alvo (Sam Clemmett) e Escórpio (Anthony Boyle) estão, junto com Delfi (Esther Smith), presos no tempo, em 1981. Os meninos estão tentando descobrir uma forma de parar a garota. Quando finalmente descobrem onde estão e deduzem os planos de Delfi, eles vão a Godric’s Hollow. O vilarejo é representado em cena por cerca de cinco grandes portas dispostas lado a lado, que são as casas onde moram os pais de Harry e Batilda Bagshot (não creditada), além de uma janela no fundo do palco, que representa a igreja de St Jerome. Muito legal quando Batilda passa pelos garotos e Escórpio se dá conta de que estava diante de uma das maiores historiadoras bruxas. “Meu lado geek está pirando”, ele diz hahaha. Lílian (Annabel Baldwin) também passa por eles, com o bebê Harry em um carrinho, embalado pela manta que Alvo irá ganhar no futuro. No texto, Escórpio diz a Alvo que eles não podem ser vistos por Lílian, mas a peça ignora esse aviso e Alvo dá um inadvertido “Oi” à sua avó, que não irá ter nenhum impacto no futuro.

Harry, então, tem uma DR um pouco mais longa e inoportuna do que o necessário com o quadro de Dumbledore (Barry McCarthy), que continua enigmático mesmo depois de morto e enquadrado haha. Em seguida, uma nova DR com Draco até que este confessa que está de posse de um vira-tempo clandestino,  capaz de levá-los até seus filhos, que ele havia escondido até aquele momento porque a existência do vira-tempo poderia alimentar ainda mais os boatos de que Escórpio era o filho de Voldemort. O único problema é que eles não sabiam onde e em que período estavam os garotos.

Alvo e Escórpio, no passado, tentam uma alternativa para consertar de vez as coisas. Acho particularmente estranho Escórpio resistindo firmemente à possibilidade de contatarem alguém do passado, como Dumbledore, exatamente como ele fizera com Snape (Paul Bentall) quando se viu sozinho na outra realidade. “Consegui pedir ajuda porque eu estava numa realidade alternativa. Nós não estamos. Estamos no passado”, ele argumenta. Mas num universo em que a possibilidade de viajar no tempo é real, existe uma realidade real e outras realidades paralelas? Todas as realidades não seriam um campo de possibilidades e, portanto, realidades paralelas? Eu e meus problemas com viagem no tempo… Mas divago haha.

Entre as ideias maravilhosas dos garotos, como por exemplo esperar quarenta anos e entregar a mensagem pessoalmente aos seus pais, no futuro (AMO essa ideia hahaha), eles finalmente têm a sacada mais genial de suas vidas: o pó de pérola, ingrediente da poção de amor, reage com tinta de seminviso, que é invisível a olho nu. Então se eles escreverem uma mensagem com tinta de seminviso na manta de Lílian, ela irá reagir com a poção do amor que foi derrubada na manta por Alvo quarenta anos no futuro, quando ele briga com seu pai ao ganhar a coberta.

Aí, uma cena genial. No futuro, Harry procura pela manta de Lílian, como sempre faz no Halloween. Ele está com Gina. Os dois começam a perceber que a manta está com uma espécie de mensagem. Então, entram em cena, Alvo e Escórpio. Passado e presente estão dialogando bem na nossa frente: enquanto os garotos estão escrevendo a mensagem, no passado, Harry e Gina a estão decifrando, no futuro. Todos sobre a cama de Alvo, numa coreografia cênica impressionante e genial.

Os adultos vão, então, ao encontro da dupla perdida no passado. Ao se encontrarem, todos se emocionam e se abraçam, o que rende uma ótima cena de constrangimento de Escórpio querendo abraçar seu pai, o que percebemos que eles não costumam fazer, mas Draco consente. Eles decidem ir para a Igreja de St Jerome esperar por Delfi. Na igreja, Gina aconselha Harry sobre sua relação com Alvo, enquanto o grupo decide transfigurar Harry em Voldemort (Paul Bentall) para atrair Delfi como isca. A transfiguração também é impressionante, como o efeito da poção polissuco do primeiro ato. O plano funciona, e logo Delfi entra em cena. A garota conta toda sua história (que é quando nós, o público, ficamos sabendo que ela é filha do lorde das trevas com Belatriz Lestrange – AI meu coração). Ela fala ofidioglossia e voa facilmente sobre o palco para provar ao “pai” suas habilidades. Obviamente, o vôo de Delfi é espetacular, não dá pra ver nenhuma estrutura presa à atriz, parece que ela está realmente voando.

Quando Delfi percebe a farsa, começa a sequência da batalha entre ela e Harry, já em sua verdadeira forma. Mais feitiços e partituras corporais que criam uma partitura cênica perfeita. Alvo liberta todos, que haviam sido presos por Delfi na igreja, para que, juntos, possam derrotar a poderosa filha de Voldemort. Quando ela é finalmente sobrepujada, após ser atacada por todos ao mesmo tempo, Hermione a amarra. Ela pede para ser assassinada e Harry diz não poder atender ao pedido, mostrando mais uma vez de que não vale a pena igualar-se aos bruxos das trevas. Quando o verdadeiro Voldemort se aproxima, eles levitam a garota para fora do palco, fazendo-a voar por muitos metros (lembremos que o pé direito do teatro é realmente enorme).

Voldemort passa pelo palco e anda no meio da plateia, ali, pertinho da gente, rumo à casa dos Potter. Ele dá medo mesmo haha. Então, numa cena fortíssima, embora não seja vista diretamente por nós, Harry assiste Voldemort matar seus pais. Como na cena da tarefa do dragão, os personagens se dispõem no proscênio, olhando para o horizonte, e acompanhamos o assassinato dos Potter pelos diálogos em off de Lílian e Voldemort e pelas reações dos atores em cena. Ao contrário da cena do Torneio, que me frustrou um pouco, nessa cena a utilização do recurso funcionou perfeitamente. Sentir a morte de Lílian se aproximando, ouvir seus gritos e o silêncio que se segue é de arrepiar qualquer um que esteja acompanhando.

Depois do impacto, vemos Hagrid (Chris Jarman) buscar o bebê Harry após o assassinato de seus pais. Alvo e Escórpio voltam para a rotina, e vemos que infelizmente Escórpio convidou Rosa (Cherrelle Skeete) para sair e a menina aceitou, acabando com a felicidade dos fãs #Scorbus. Finalmente, temos uma última cena entre Harry e Alvo, que marca o entendimento definitivo entre pai e filho, após Harry mostrar a Alvo como os dois são parecidos – muito mais do que Harry se parece com Tiago Sirius (Jack North). Destaque para Harry revelando que tem medo de pombos haha. Harry leva, então, Alvo ao túmulo de Cedrico (Jack North) e diz que ir até lá o faz bem, aconselhando o filho a fazer o mesmo e ir visitar ocasionalmente o túmulo de Craig (Jeremy Ang Jones). O garoto consente e os dois finalizam reparando em como o dia está bonito.

FIM.

Os atores entram em cena para os efusivos aplausos. Me chamou muita atenção o fato de que Annabel Baldwin entrou caracterizada de Murta Que Geme para os agradecimentos – a cena da atriz como Murta ocorreu no dia anterior, não houve nenhuma cena da Murta no segundo dia de espetáculo, e, mesmo assim, ela se caracterizou completamente, apenas para agradecer o público.

E infelizmente as cortinas fecharam.

Espero que tenham gostado dos reviews, deram um bocado de trabalho! haha. Ressalto aqui que as fotos não são de minha autoria – é proibido fotografar durante o espetáculo. Todas foram encontradas em pesquisas realizadas na internet.

 

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