Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 2 – Ato 3

Chegando agora? Sugiro que leia os posts anteriores:

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Para começar…

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 1

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 2

Agora sim, pode continuar… Só para lembrar, esse texto contém spoilers. 😉


Chegamos para assistir à segunda parte do espetáculo, e qual não foi nossa surpresa quando simplesmente a decoração interna do Palace Theatre estava mudada! As bandeiras da Hogwarts de Voldemort estavam pelos salões e, é claro, no palco. Era Dia de Voldemort! Aliás, preciso comentar o quanto achei inteligente – e, aqui, o mérito é do texto da peça também – finalizar a primeira parte com a cena no lago. Assim, é claro, dá tempo de secar toda a água que encharca o palco entre uma parte e outra.

Começamos na sala de Umbridge (Helena Lymbery), onde a agora diretora questiona Escórpio (Anthony Boyle) sobre sua mudança de comportamento. Uma das coisas divertidas dessa volta no tempo é Escórpio se dando conta da nova pessoa que é. Ele agora é atlético, não gosta de deveres de casa e tem seguidores por toda a escola: o supergeek agora é popular, chamado de Rei Escorpião pelos colegas. Boyle valoriza demais essas descobertas com sua interpretação, divertindo-se e divertindo-nos com cada novidade, apesar do clima tenso.

Existe, nesse período, um cumprimento característico, a la Heil Hitler, que todos repetem com um movimento bem coreografado que Escórpio custa a aprender: “Por Voldemort e Valor”. Se, por um lado, Escórpio descobre coisas divertidas, por outro descobre que há trouxas gritando presos nas masmorras de Hogwarts, e que aquilo tinha sido ideia sua. O efeito sonoro dos gritos é bem real, inclusive. Depois, uma cena emocionante entre Escórpio e seu pai, Draco (James Howard), em que o menino fica assustado com o que seu pai se tornou, mas conseguimos, através do resgate da memória da mãe de Escórpio, ver que ainda há luz nesse Draco sombrio.

Escórpio vai, então, à biblioteca, onde um aluno, Craig Bowker Jr (Jeremy Ang Jones), diz que ainda não conseguiu fazer os deveres para ele porque Snape (Paul Bentall) havia pegado pesado com os trabalhos. A menção do nome do professor faz Escórpio ter uma ideia que o leva diretamente à sala de aula de Poções. Ali está Snape, de costas para o público, escrevendo em seu quadro-negro até questionar, com a conhecida altivez do personagem, porque Escórpio havia entrado ali sem bater à porta. Nesse universo paralelo, em que Voldemort (curiosamente também interpretado por Paul Bentall) venceu a guerra de Hogwarts, Snape nunca morreu. Eu estava ansiosíssimo para ver meu personagem preferido da série retornar, mesmo que por alguns instantes. E Bentall está muito bem no papel, apesar do enorme desafio de “substituir” Alan Rickman.

Depois da polêmica famosa discussão em que Escórpio convence Snape de que veio do futuro, o professor o leva para encontrar Hermione (Noma Dumezweni) e Rony (Paul Thornley). O roteiro da peça diz que o professor deveria abrir um alçapão para fazer isso, mas o que vemos no palco é bem mais legal. Snape faz um contorno com a varinha no quadro-negro. Este contorno se ilumina e revela uma passagem secreta, por onde os personagens entram. Na sala de campanha, Hermione e Rony revelam são os únicos membros restantes da Armada de Dumbledore, e que eles agora vivem escondidos. Novamente, eles se surpreendem divertidamente quando descobrem que, no universo paralelo, são casados. Snape continua o mesmo: implica com Hermione, dizendo que ela era uma aluna de medíocre a razoável e, ao deduzir que está morto nessa realidade alternativa, se dispõe a se sacrificar (novamente) pelo mundo bruxo, é muito amor de ver em cena. “Às vezes os custos existem para serem suportados”, ele diz. ❤

O trio e Escórpio voltam no tempo para consertar o erro da primeira tarefa do Torneio Tribruxo e, ao retornarem, acabam ficando expostos demais. Dementadores ressurgem sobrevoando o palco. Rony e Hermione decidem se entregar aos dementadores para darem mais tempo a Escórpio e Snape. Antes disso, eles falam brevemente sobre o futuro alternativo, em que têm filhos, e se beijam. Os dementadores vão ao encontro deles. A cena é impressionante. Um dementador de cada lado do palco envolve cada personagem num abraço e sobrevoa o palco com sua vítima. Rony e Hermione, percebam, saem voando nos braços de dois dementadores. Um efeito de luz e som intenso, bem como a movimentação dos dementadores, nos faz perceber que o beijo do dementador aconteceu. As criaturas suspendem-se para fora do palco, por cima. Hermione e Rony desapareceram.

Snape e Escórpio, então, enfrentam os dementadores. Snape sugere que Escórpio pense em quem como sua memória mais feliz para produzir um patrono? Em quem? Ora bolas, em Alvo (Sam Clemmett), é claro! Haha. Brincadeirinha à parte, os dois dão de cara com Umbridge e Snape não tem saída se não se entregar aos dementadores, dando uma última chance a Escórpio. O dementador vai dar o beijo em Snape. Com ele, a cena é um pouco distinta. O dementador não sobrevoa com sua vítima, mas o subjuga no chão, dando o beijo, com o mesmo efeito sonoro e luminoso visto antes. Depois ele sobrevoa para fora do palco. Snape sumiu. Possivelmente, deixou o palco através de um alçapão. Mas o efeito do beijo do dementador não foi menos impressionante.

Escórpio ressurge, então, do tanque que representa o grande lago. Logo atrás dele, Alvo. O amigo voltou a existir. Boyle novamente nos brinda com uma grande e muito divertida interpretação, ao comemorar que o plano original dos garotos deu errado, sem que Alvo entenda nada. A seguir, o encontro dos pais com os filhos na sala de McGonagall (Sandy McDade), antes de Alvo e Harry (Jamie Parker) terem uma conversa bonita no dormitório da Sonserina, começando a reaproximação entre pai e filho. Algumas cenas depois, Delfi (Esther Smith) encontra os meninos para, teoricamente, destruir o vira-tempo.

O figurino de Delfi, bem como a nova interpretação de Smith, já mostram a mudança da personagem, com o figurino inclusive incorporando uma enorme abertura traseira para que possamos ver a tatuagem de Agoureiro que, posteriormente, será essencial para o desfecho, revelando a verdadeira identidade da garota. Bom, Delfi se volta contra os meninos e usa magia (na nossa frente, de novo) para prender os braços de Alvo e Escórpio com cordas mágicas, que aparecem do nada. Enquanto Delfi se revela a filha de Voldemort (Sim. Não falaremos sobre isto. Hahaha. Ela é filha dele com Belatriz, aceitemos. Ou não. Mas enfim…), Rony revela que havia visto Alvo com a sobrinha de Amos Diggory (Barry McCarthy) e os adultos vão atrás das crianças novamente, quando Amos revela a Harry e Draco que nunca teve uma sobrinha.

Delfi leva os meninos para o campo de quadribol a fim de retornar à terceira tarefa do Torneio Tribruxo, quando vemos, pela primeira vez na peça, as maldições imperdoáveis serem utilizadas. Delfi tortura Escórpio com a maldição Crucio, sem muitos efeitos visuais – a tortura é representada corporalmente por Boyle. Quando o jovem aluno Craig Bowker Jr aparece procurando Alvo e Escórpio, Delfi lança, sem piedade, um Avada Kedavra no garoto, e uma chama verde sai de sua varinha na direção dele, que cai, morto. Impactante.

Vamos, então, para o labirinto. É um labirinto real, uma grande estrutura cênica sobre um palco giratório, o que fica genial, porque os atores vão se perdendo e se encontrando à medida que o palco gira e o labirinto se movimenta, dando mesmo a sensação de movimentação por entre os blocos de paredes. Alvo e Escórpio convencem Cedrico (Jack North) a libertá-los das cordas como parte da tarefa, porque eles não têm mais varinhas (Delfi as quebrou). Após alguns embates, Delfi e os meninos voltam novamente no tempo. Delfi quebra o vira-tempo com uma magia e abandona os meninos.

Na cena final, Harry, Rony, Draco e Gina (Poppy Miller) tentam descobrir o que está havendo, até que percebem estar diante de uma profecia. Quando Harry, através de ofidioglossia, libera a profecia, todas as paredes do teatro (sim!) se enchem de mensagens escritas em luz fluorescente. Você é pego de surpresa, de repente o teatro está todo iluminado com mensagens mágicas. É lindo! Eles leem a profecia. Agora todos sabem que Voldemort, de fato, teve uma filha. Hora do intervalo. O desfecho final está chegando!

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