Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 1

Chegou aqui agora? Sugiro começar por aqui:

Review – Harry Potter and the Cursed Child – Para começar…

Já leu o texto anterior? Agora sim, vamos seguir com o review.


A peça começa na estação King’s Cross, velha conhecida dos fãs de Harry Potter. Várias malas estão espalhadas pelo cenário, malas essas que vão ter muita utilidade cênica durante todo o espetáculo. Primeiro elogio à peça: a utilização dos objetos cênicos e cenários é inteligentíssima e facilita bastante as coisas do ponto de vista técnico. Do alto do enorme palco, um relógio transparente, de onde vem a “luz da rua”. A iluminação do espetáculo é outro ponto alto: os inúmeros canhões de luz colocados cirurgicamente em cada ponto necessário ajudam a peça a acontecer em todos os lugares, do palco à plateia às paredes do teatro.

Primeiro desafio do espetáculo: o envelhecimento dos personagens jovens. Alguns anos se passam durante a história, e, enquanto para Harry (Jamie Parker), Ron (Paul Thornley) e Hermione (Noma Dumezweni) essa passagem é menos problemática, porque os personagens já são adultos, Alvo (Sam Clemmett) e Escórpio (Anthony Boyle) interpretam os mesmos personagens dos 11 aos 14 anos, período em que as mudanças físicas e emocionais costumam ser mais intensas. Fisicamente, seria muito complicado incorporar essas mudanças. A transformação ocorre na postura dos personagens, nos seus diálogos, na sua forma de interpretar. Todos os atores jovens (não só Clemmett e Boyle) fazem essa passagem de forma bem natural e convincente. O que poderia ser um grande desafio não gera nenhum incômodo.

Clemmett dá vida a um Alvo enérgico, tenso, cheio de inseguranças de um pré-adolescente, enquanto Tiago Sirius (Jack North), seu irmão mais velho, tem a vibração descontraída e confiante que costumávamos ver nos gêmeos Weasley. Gina (Poppy Miller) tem um quê de Molly, no carinho afetuoso com Alvo, na forma como se porta como mãezona, mas que sabe se impor. É bonito ver que Gina pode ter se transformado em uma versão moderna de sua mãe, personagem que tanto cativou os fãs da série e que certamente seria um exemplo para a filha seguir. Parker, por sua vez, dá vida a um Harry tenso como seu filho do meio – algo que depois de algum tempo faz sentido, mas isso é assunto para outro post –, meio desajeitado na função de pai. Muitas críticas ao roteiro da peça recaem sobre o pai que Harry se tornou. Pessoalmente, discordo um pouco dessas críticas e acho que estão mais ligadas à expectativa que tínhamos para o desenvolvimento do Harry do que de fato para alguma implausibilidade. Por que mesmo Harry não poderia se tornar um “mau” pai? Divagação à parte, o fato é que Jamie Parker, como a grande maioria do elenco, está muito bem no papel.

De King’s Cross, passamos à plataforma 9 ½, onde somos apresentados a Rony, Hermione e sua filha Rosa Granger-Weasley (Cherrelle Skeete). A peça transforma Rony em um homem que mantém um certo humor bobão de quando era adolescente, algo que Thornley consegue imprimir muito bem. Dumezweni está soberba, impecável, uma das melhores intérpretes do espetáculo, como a imponente Hermione, que passa por muitas transformações emocionais durante a peça. Preciso comentar o quanto amo o fato de terem escolhido dar vida a uma Hermione preta, poderosa, empoderada, ministra da magia. Ponto pro espetáculo. Já Skeete interpreta uma versão ainda mais insuportável da pequena Hermione, estridente, mandona e cheia de certezas. A relação entre Hermione e Rony é linda de assistir. Eles se completam. Nessa cena na plataforma, amo quando Rony faz uma brincadeira besta e é recriminado por Rosa. Hermione, então, diz: “O que você chama de bobo, ele chama de glorioso… algo entre as duas coisas”. Muito amor! É nessa cena, também, que vemos Alvo repetir seu pai, morrendo de medo de ser colocado na Sonserina. Só que o destino de Alvo foi um pouco diferente do de seu pai. Neville Longbottom também é lembrado nessa cena, em uma única menção honrosa no espetáculo, quando Hermione pede a Rosa que transmita “carinho” ao velho amigo, ao que a menina responde rapidamente: “Mãe, não posso transmitir carinho a um professor!”. Neville, para quem não se lembra, tornou-se professor de Herbologia em Hogwarts. Por onde será que anda a professora Sprout? =P

Saímos da plataforma 9 ½ para viajarmos no famoso Expresso de Hogwarts. Eu estava curiosíssimo para saber como o enorme trem e seus vagões seriam representados no palco. Lembram-se das malas? Pois é. Agora elas tomam as formas e contornos dos vagões. Colocadas em fileiras ao longo do palco, juntamente com a fumaça e os efeitos sonoros, simulam perfeitamente o trem em movimento. Alvo e Rosa têm um pequeno momento caminhando pelo trem até surge o melhor personagem de toda a peça: Escórpio. Boyle é fenomenal no papel. Junto com Dumezweni, um dos melhores. Desengonçado, sem jeito, ansioso, geek e extremamente carismático. Exatamente como o personagem demanda. Você vai com a cara do Escórpio desde o primeiro instante, justamente o oposto do que ocorre quando conhecemos seu pai na saga original. Quando ele canta “sweets they always help you make friends” (“os doces sempre ajudam a fazer amigos”) para Alvo e Rosa, você já percebe o enorme potencial cômico do intérprete, que usa e abusa do carisma de seu personagem para explorar essa faceta cômica. Um dos primeiros truques mágicos utilizados na peça acontece nessa cena: quando Escórpio come alguns doces, eles o fazem soltar fumaça pelas orelhas. O efeito cênico é bem interessante e divertido, e a sincronicidade é perfeita.

Do Expresso, vamos a Hogwarts. O avançar dos anos é encenado de forma bastante dinâmica. Como em estalos, com uma mudança de cenário ou com uma simples movimentação ou comentário de algum personagem, você percebe que mais um ano se passou. Nessa passagem, é preciso destacar a presença do Chapéu Seletor (Chris Jarman). Na peça, um ator com um chapéu coco faz as vezes do personagem. A seleção ocorre da seguinte forma: Jarman, com presença de palco e imponência marcantes, chama por um dos alunos. O aluno se aproxima, Jarman tira o chapéu coco de sua cabeça e o coloca sobre a cabeça do estudante. Com uma partitura cênica bem marcada, ele ergue o chapéu por alguns instantes, aproxima-o novamente da cabeça do estudante e, então, anuncia firmemente a casa à qual aquele estudante pertence, quando dezenas de estudantes figurantes no fundo do palco comemoram o anúncio. Boa parte do mérito dessa encenação se deve à força cênica de Chris Jarman. O ator é uma figura cênica fortíssima. Além do Chapéu Seletor, ele interpreta Hagrid e faz contrarregragem em muitas cenas com a mesma precisão que garante que suas aparições sejam tão intensas quanto seus momentos de contrarregragem sejam discretos. Um grande acerto.

Na aula de vôo com Madame Hooch (Helena Lymbery), somos transportados pela primeira vez aos filmes de Harry Potter. Lá estão os primeiranistas olhando ansiosos para suas vassouras e gritando “Up!” (“Suba!”). Outra vez, a magia acontece na sua frente: as vassouras dos personagens vão subindo para suas mãos, aparentemente sem nem um fio que as ergam do chão.

Durante essas passagens de anos, em uma nova cena na estação King’s Cross, aparece, pela primeira vez, Draco Malfoy (James Howard). Como eu disse no post anterior, o intérprete original de Malfoy é Alex Price, porém, nos dias em que eu assisti, era Howard que estava no papel e o desempenhou muito bem, diga-se de passagem. Fiquei até surpreso quando vi que ele era substituto. Ingenuidade minha, claro. É óbvio que os substitutos são muito bem treinados para desempenharem os papéis caso seja necessário. A primeira interação entre Harry e Draco nos mostra como evoluiu a relação entre esses personagens desde que saíram de Hogwarts. Draco herdou de seu pai uma certa arrogância e irritação quando é contrariado, mas percebemos que os antigos inimigos tratam-se com respeito e alguma cordialidade.

Anthony Boyle se mostra novamente maravilhoso interpretando a relação de Escórpio com Rosa, na cena em que ela dá um fora nele na estação quando ele tenta cumprimentá-la e ele responde: “Ela é comovente”. Aqui, uma ressalva: muitas pessoas que conheço cogitaram um romance entre Escórpio e Alvo ao lerem a peça. Eles têm muitos momentos fofos, é dito inúmeras vezes que são as pessoas mais importantes um para o outro e teria sido completamente plausível se eles fossem gays. Teria sido tão genial como a Hermione preta, mas a peça não dá esse passo e investe na relação (engraçada, não podemos negar) entre a filha de Hermione e o filho de Malfoy.

Num rápido momento, ainda nessa passagem, somos introduzidos à professora McGonagall (Sandy McDade), o que me leva a uma observação importante. Os novos personagens, bem como os personagens antigos que, durante os filmes da franquia, eram jovens e, durante a peça, são adultos, estão livres de um “peso” específico. Interpretar personagens como McGonagall, Snape, Hagrid ou Dumbledore, já eternizados no cinema, respectivamente, por Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane e Richard Harris/Michael Gambon não é uma tarefa fácil. Gambon sofreu muitas críticas (algumas, com razão) ao substituir Harris no cinema após sua morte. Na peça, sofremos esse incômodo. A afetação proposta por McDade, inclusive em seu sotaque, para interpretar McGonagall, não me agradou. A personagem da peça não tem um terço da força da personagem do cinema.

Novamente na estação de King’s Cross, enquanto Alvo – agora no terceiro ano – e Harry têm uma pequena discussão, mais magia: Alvo aponta sua varinha para o formulário de Hogsmeade e lança o feitiço: “Incendio!”, ao que o pedaço de papel pega fogo diante dos nossos olhos. Simples, sutil, genial.

Quando essa passagem temporal finaliza, estamos no gabinete de Harry no ministério da magia. Uma pequena saleta com uma mesa cheia de papéis bagunçados. Hermione dá uma bronca em Harry pela bagunça em seu gabinete, e o que temos? Mais magia. Harry aponta a varinha para a pilha de papéis desorganizados e ela magicamente se organiza diante de nossos olhos, sem nenhum recurso técnico aparente. Chama-se, no cinema, esse recurso de “opacidade”. Para a peça, um recurso muito importante. Você não vê os truques acontecerem, a mágica parece estar, de fato, acontecendo ali, na sua frente. Acho legal, nessa cena, quando Hermione come caramelos num “ato de rebeldia” contra seus pais dentistas, que sempre a proibiram. Sempre é bom ver Hermione quebrando regras, haha. =D Mas, sério, acho que esse pequeno detalhe mostra, também, uma evolução da personagem, que talvez tenha se percebido um tanto “escrava” das regras e agora diz “a certa altura eu tinha de me rebelar”. Talvez eu esteja viajando, mas fiquei com essa sensação, rs.

Do ministério vamos à casa de Potter, onde aparece pela primeira vez o segundo objeto cênico que irá ser chave para a montagem de diversas cenas: a escada. Nessa cena, Alvo está sentado na escada ouvindo seu pai conversar com Amos Diggory (Barry McCarthy), mais um ator bem forte em seu papel. Outra personagem inserida nesta cena é a polêmica Delfi Diggory (Esther Smith), brilhantemente interpretada por uma atriz cheia de força cênica e carisma. Sério. Smith é impressionante como Delfi. Você sente vontade de ficar amigo dela assim que ela aparece em cena. Perfeito para o papel que ela interpreta.

A seguir, uma das cenas chaves para o desenvolvimento da peça: no quarto de Alvo, Harry dá a manta de Lílian para seu filho do meio, os dois discutem, Harry diz que às vezes não queria que Alvo fosse seu filho, e Alvo joga o cobertor longe, derrubando-o sobre a poção do amor que ele ganhara de Rony. Quem leu o texto sabe que essa cena é crucial por uma série de fatores. O mais impressionante aqui é a exatidão dos movimentos: a manta tem que cair sobre a poção, e só quem já fez teatro sabe quanto é difícil sincronizar um objeto que precisa ser lançado em um local específico. Assim que a manta derruba a poção, esta solta uma fumaça indicando que ficou impregnada no cobertor. Sabemos o porquê disso e a peça consegue mostrar esse momento tão fugaz, mas tão essencial, com muita clareza e precisão.

Depois disso, uma das cenas mais nostálgicas de toda a peça. Estamos no casebre sobre as rochas, dentro de um sonho de Harry. O jovem Harry (Jabez Cheeseman), Duda (Joshua Wyatt), tio Válter (Paul Bentall) e tia Petúnia (Helena Lymbery – a mesma intérprete da Madame Hooch) estão encolhidos atrás de uma cama, após ouvirmos um estrondo do alto da ~ escada ~. Da escada, desce Hagrid (Chris Jarman – que também interpreta, para lembrar, o Chapéu Seletor). Aqui temos uma linda cena que nos transporta diretamente ao filme Harry Potter e a Pedra Filosofal, quando o meio-gigante vai, finalmente, entregar a Harry a carta de admissão em Hogwarts. Com direito a espingarda entortada e bolo de aniversário amassado. Emocionante.

Após algumas cenas, estamos no Expresso de Hogwarts, quarto ano de Alvo e Escórpio, e uma passagem que eu gostaria de destacar, sobre a relação entre os meninos e deles com Rosa. Ao avistar Rosa, Escórpio elogia seu “cheiro”, o cheiro de uma mistura de flores vivas e… “pão fresco” (“Um lindo pão, um bom pão, um pão… o que tem de errado no pão”, ele vai se perguntar, após perceber que fizera a garota ir embora irritada). Após essa passagem engraçadinha, Alvo demonstra estar com muita saudade de Escórpio, eles se abraçam “com força” e “ficam abraçados por um tempo” (isso está nas rubricas da peça). Escórpio, desajeitado como sempre, pergunta: “Hmm. Já nos abraçamos antes? A gente se abraça?”, e a rubrica continua: “Os dois meninos ficam sem jeito e atrapalhados”. Em cena, é lindo ver isso acontecer. Boyle e Clemmett sabem passar exatamente esse constrangimento constante que seus personagens têm. E fica aí mais um indício que a teoria do shipper #Scorbus faz algum sentido.

Quando Alvo e Escórpio decidem que eles não irão mais para Hogwarts, eles decidem sair por onde? Pelo teto do Expresso de Hogwarts! Outro cenário que eu estava curiosíssimo para saber como seria montado. Novamente, as malas irão ajudar a compor uma espécie de plataforma sobre a qual os dois, juntamente com a Bruxa do Carrinho (Sandy McDade, que também interpreta Minerva McGonagall) fazem uma cena bem divertida, com mais magia, palco giratório, sonorização de externa e efeitos visuais para ajudar a nos transportar para o exterior de um trem em movimento. Mais uma curiosidade sobre o texto: muita gente fica indignada quando a Bruxa do Carrinho diz que ninguém que já tinha tentado fugir do trem havia conseguido, inclusive Sirius Black e os gêmeos Weasley, mas Alvo e Escórpio conseguem facilmente. Isso não me incomodou muito porque, na realidade, é apenas a frágil memória de uma senhora que nem sequer lembra mais seu nome (algo que eu, aliás, acho genial). Inclusive, ressaltando um ponto que eu tinha colocado alguns parágrafos atrás, McDade está incrível como a Bruxa do Carrinho, muito melhor do que sua leitura de McGonagall (ou talvez eu só esteja muito apegado à McGonagall original).

O salão de reuniões do ministério da magia é composto através de… ~ escadas ~. Hermione, a ministra, fica do alto da escada enquanto diversos bruxos e bruxas figurantes estão no patamar abaixo, ouvindo seus anúncios. Depois, temos uma cena superpoética no Lar St. Oswald para Bruxas e Bruxos Idosos, onde está internado Amos Diggory. Há coreografia, andadores ganhando vida, enfermeiros dançando. É a magia pela magia, sem propósito, só para passar o tempo daqueles velhinhos que se divertem. Lindo, lindo de ver. Aliás, esse foi um ponto que eu ainda não toquei: as passagens de cena e trocas de cenário, sempre muito bem executadas, envolvem muitas coreografias, muitas capas esvoaçantes, são puro entretenimento de alta qualidade entre uma cena e outra.

Passadas algumas cenas, estamos no porão em que Alvo, Escórpio e Delfi tomarão poção polissuco para se transformarem, respectivamente, em Rony, Harry e Hermione. A transformação no palco é GENIAL. Provavelmente por meio de alçapões, os atores se transformam uns nos outros sob suas vestes. Enquanto Esther Smith, por exemplo, implode para dentro de sua veste, Noma Dumezweni irrompe de dentro dela instantaneamente, passando de Delfi a Hermione em um passe de mágica. Não bastasse esse momento maravilhoso, quando eles se dirigem à cabine telefônica para irem ao ministério, suas capas são inteiramente sugadas para dentro do aparelho e eles simplesmente desaparecem, mais uma vez, diante dos nossos olhos.

Uma vez transfigurados, volto a destacar a boa interpretação do trio: Dumezweni, Jamie Parker e Paul Thornley estão, agora, na pele de Delfi, Escórpio e Alvo se passando por Hermione, Harry e Rony. E como fazem isso bem! Dá pra sentir a mudança sutil na interpretação deles, desde quando se surpreendem com a própria transformação, até depois, no ministério, querendo disfarçar sua adolescência na pele de adultos. Enquanto isso, no ministério, os ânimos entre o verdadeiro Harry e Malfoy vão se exaltando cada vez mais devido ao sumiço dos meninos. Nesse momento, uma das ações que mais me impressionaram em toda a peça. Delfi, Escórpio e Alvo (transfigurados) ouvem os verdadeiros Hermione e Harry se aproximando. Eles, então, saem por uma porta, no fundo esquerdo do palco. Depois de duas (exatamente) frases em off após a passagem pela porta, vemos Hermione e Harry chegando pela ponta direita da coxia. Ou seja, num espaço de aparentemente dois segundos, Noma Dumezweni e Jamie Parker passam do fundo esquerdo para a coxia direita do palco, uma caminhada que normalmente levaria pelo menos uns 20 segundos. Fiquei muito impressionado com isso e até agora não faço ideia de como foi feito.

Um destaque deve ser feito aqui para Paul Thornley (Alvo/Rony), que fica engraçadíssimo tentando despistar a verdadeira Hermione. Esse diálogo entre Alvo/Rony e Hermione é MARAVILHOSO: ALVO/RONY: “Vamos ter outro filho. Ou, se não outro filho, férias. Quero um filho ou férias e vou insistir nisso”. HERMIONE: “Um filho – OU – férias? Há dias que você passa dos limites, sabia disso?” hahaha.

Por fim, é no gabinete de Hermione que acontece a última cena do primeiro ato, e também uma das mais impressionantes. Na busca pelo vira-tempo escondido, Delfi, Alvo e Escórpio enfrentam a biblioteca de Hermione. A biblioteca engole os atores (que estão transfigurados) e os cospe de volta em suas versões originais, à medida que a cena vai se desenvolvendo uma verdadeira batalha contra os livros que engolem os personagens vai ganhando contorno até que, depois de desvendar todas as charadas propostas, eles encontram o vira-tempo. A partitura corporal dos atores, aqui, é fundamental para que a cena se passe como se passa. Seus corpos se dobram, esticam e são impulsionados contra uma pilha de livros de modo que parece que eles estão sendo mesmo sugados e cuspidos para dentro e para fora da estante. Vira-tempo em mãos, é hora do intervalo. E o ato 2 fica pra amanhã!

P.S.: Todas as fotos utilizadas neste post são fotos originais de divulgação do espetáculo. Não é permitido fotografar durante a peça e eu também não perderia minha experiência fotografando haha.

Anúncios

4 Comentários

Arquivado em Opinião

4 Respostas para “Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 1

  1. Pingback: Review – Harry Potter and the Cursed Child – Para começar… | Café blasé

  2. Pingback: Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 1 – Ato 2 | Café blasé

  3. Pingback: Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 2 – Ato 3 | Café blasé

  4. Pingback: Review – Harry Potter and the Cursed Child – Parte 2 – Ato 4 | Café blasé

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s