Arquivo do mês: junho 2014

indesatável

sorriso de plástico, lindo impreciso.
império do vale da autoimagem,
de onde, imaginam, há paraíso,
faltam os óculos. ou só coragem.

angustio, provoco, infernizo.
meus pés te tateiam profundo.
rosto incólume, quase liso,
só que jorra o choro imundo.

fraquejamos. todos nós.
atados e de escoteiro.
juntamos os nossos pós,
enterramos o primeiro.

no meu peito ainda há dor,
angústia cortante e escura.
explosão quase incolor,
de profana amargura.

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