Arquivo do mês: janeiro 2013

drink estranho

o mais estranho de tudo
não é o silêncio repentino,
o grito que soa mudo,
o não-badalar do sino.

a real aspereza
da maciez que não morre
é aquela incerteza
da lágrima só: escorre.

a foz, uma vastidão.
desconhecida e serena.
alma banha coração,
coquetel que envenena.

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passado a limpo

então, 2013 chegou, pensei em uma proposta pra esse ano pro blog, mas primeiro quero botar as coisas em dia e postar estes dois rabiscos do ano passado que ficaram pendentes no facebook. espero que gostem.

quando cai a muralha

tudo tão torto
que a que seria farta
perde a energia. consome-se.
muralha cansada chora tijolos: desmorona.
machuca.
final que não quer ser. tarde escura: noite clara.
encarar escombros é tarefa pra muralha erguida
que só quer ser mirante, não bloqueio.

pó e cia

dez encontros, desencontros.
mau entendido, mal entendidos.
silêncio, se lenço.
de pressão, depressão.
farta falta.
afim? fim.

com afeto, álvaro.

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