Arquivo do mês: novembro 2011

O cheiro dos dedo

Ontem de madrugada
Acordei, inda era cedo.
Senti um cheiro bem forte,
Descobri que era nos dedo.

Vi que num era normal,
Normalmente eu num fedo.
Achei que sabão tirava,
Num tirô, engano ledo.

Cumecei disconfiá,
Tremê e ficá cum medo.
Entrei nos computador,
Até mandei uns torpedo.

Marquei logo com o doutor,
Que disse: “Seu Godofredo,
O problema do senhor,
Vou contar, mas é segredo…”

Bem baixinho, sussurrando,
Disse que o cheiro azedo
Que tava me incomodando,
Brotava bem lá dos dedo.

Um fedor de bacalhau,
Olhe! Num era brinquedo!
Nem te conto o que é que era!
É melhor fechar o enredo.

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Indecifrável

Permaneceu calado, desconfortável. A viagem para abrir as portas fechou a mais importante. Sofreu. Alguém estava lá, por acaso. Encontraram-se, mas não conversaram. Não tinham muito em comum. Continue lendo.

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O preço de todas as coisas

Ela nunca teve dinheiro. Mas teve sonhos. Os mais lindos, os mais encantadores, os mais mágicos, os mais verdadeiros. Todos eles. Para tê-los, não precisou gastar um centavo. Aliás, em seu mundo, não existiam moedas. Apenas as de chocolate, que valiam um abraço cada. Continue lendo.

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Onde há sonhos e canções

Levaram o garoto para outra dimensão. Ele gostou. Ficou hipnotizado. E hipnotizou. Anjos tocavam suas harpas. Tocavam também seus corpos, fazendo-o experimentar prazeres inimagináveis. Havia em tudo um magnetismo que fazia as sensações flutuarem. Ele não estranhou nem se preocupou com nada disso. Não era mesmo como os outros. Ninguém o entendia e ele estava muito bem ali. Mas o trouxeram de volta. Continue lendo.

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