O cheiro dos dedo

Ontem de madrugada
Acordei, inda era cedo.
Senti um cheiro bem forte,
Descobri que era nos dedo.

Vi que num era normal,
Normalmente eu num fedo.
Achei que sabão tirava,
Num tirô, engano ledo.

Cumecei disconfiá,
Tremê e ficá cum medo.
Entrei nos computador,
Até mandei uns torpedo.

Marquei logo com o doutor,
Que disse: “Seu Godofredo,
O problema do senhor,
Vou contar, mas é segredo…”

Bem baixinho, sussurrando,
Disse que o cheiro azedo
Que tava me incomodando,
Brotava bem lá dos dedo.

Um fedor de bacalhau,
Olhe! Num era brinquedo!
Nem te conto o que é que era!
É melhor fechar o enredo.

3 Comentários

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3 respostas para O cheiro dos dedo

  1. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Ri muito!

  2. KKKKKKKKKKKKKKKKKK. Muito bom! Ri muito

  3. Melhor deixar pra lá mesmo.
    Muito bem construido, o seu poema.
    :)

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