Permaneceu calado, desconfortável. A viagem para abrir as portas fechou a mais importante. Sofreu. Alguém estava lá, por acaso. Encontraram-se, mas não conversaram. Não tinham muito em comum.
O tempo passou, incontrolável. A cura que trouxe reduziu a lembrança à poeira na estante. Venceu. Havia alguém, ainda sem prazo. Interagiram, se confortaram. As palavras saíram do jejum.
Aproximaram-se, inevitável. Bastou uma conversa para querer levar adiante. Não deu. O contato era incrível, mas raso. Não se pode dizer que não tentaram. Nem que progresso não houve algum.
Alguém persistia, inabalável. Devorando possibilidades de um jeito feroz, extravagante. Seu. Não sabia lidar com atraso. Fitou os olhos dele, se encararam. Havia beleza em qualquer um.
Ele resistiu, indecifrável. Deixou-se levar aos poucos, sutil, constante. Viveu? O bastante para regar as flores do vaso. Procurou brevemente, desencontraram. Talvez não houvesse alguém nenhum.